O Guia Técnico do MMA dispõe de várias orientações importantes, dentre elas as orientações para implantação de monitoramento da qualidade do ar. Portanto, ao sugerir a rede (ou a otimização) da rede de monitoramento da qualidade do ar, é importante considerar a representatividade espacial das estações.

 

Segundo o MMA, os monitoramentos devem representar as concentrações dos poluentes de interesse em uma escala espacial compatível com os objetivos estabelecidos. Esses objetivos são associados a extensão da parcela de ar no entorno da estação de monitoramento que apresenta concentrações relativamente uniformes e similares às concentrações medidas na estação. De acordo com o objetivo das estações, as escalas de representatividades precisam ser escolhidas da seguinte maneira:

 

– Microescala: representatividade espacial de áreas com dimensão de até 100 metros;

 

– Mesoescala (ou escala média): representatividade espacial de áreas urbanas abrangendo dimensões entre 100 e 500 metros;

 

– Escala de bairro: representatividade espacial de áreas de bairros urbanos com atividade uniforme e dimensões entre 500 e 4000 metros; e

 

– Escala urbana: representatividade espacial de cidades ou regiões metropolitanas, da ordem de 4 a 50 quilômetros.

De forma resumida, o Guia Técnico do MMA traz, de forma resumida, a escala associada com seu objetivo:

 

Objetivo de monitoramento

Escala apropriada

Concentrações mais altas

Microescala, para impacto de veículos ou fontes fixas difusas. Mesoescala ou bairro, para fontes fixas (chaminé). Bairro ou urbana, para o ozônio.

Efeitos gerais à população

Bairro, urbana.

Impacto de fontes fixas

Microescala, para fontes fixas difusas. Mesoescala ou bairro, para chaminés.

Concentração de fundo

Urbana.

Para maiores detalhes acerca da temática, acesse o Guia Técnico do MMA em seu site eletrônico (https://www.gov.br/mma/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/agendaambientalurbana/ar-puro/GuiaTecnicoparaQualidadedoAr.pdf).